quarta-feira, 18 de julho de 2012


Resumo-assunto do canto 4 do URAGUAI
Resumo assunto corresponde à apresentação da fábula (as sequências, ou partes), apresentação cuidada, com citação, ainda que rápida, de trechos que se considera importante.
O Uraguai é um poema épico dividido em cinco cantos dispostos em uma linguagem bastante acessível, composto em versos decassílabos brancos, ou seja, sem rimas. Esta obra escrita por Basílio da Gama retrata a guerra travada por portugueses e espanhóis contra índios e jesuítas pela conquista da Colônia de Sete Povos das Missões, na região do Uraguai. No canto I o general do exército português Gomes Andrade e o chefe das tropas espanholas Catâneo se dirigem, juntamente com seus soldados, até o local do conflito. Chegando lá, encontram dois índios que vinham em missão de paz, para uma negociação, o chefe dos índios Cacambo e o índio Sepé. A tentativa de uma negociação de paz acaba por falhar, e então, o combate começa.
O canto II traz à baila a narrativa da batalha travada entre índios e conquistadores brancos, cabendo a vitória aos portugueses e espanhóis. No canto III surge a sombra de um chefe indígena (Sepé), desaparecido em combate, que aconselha Cacambo a incendiar o acampamento dos brancos e a fugir. O cacique acata o conselho e depois de voltar a sua aldeia encontra o jesuíta Balda que manda prendê-lo e envenena-lo. Paralelamente, a feiticeira Tanajura faz Lindóia, mulher de Cacambo, ter visões.
O canto IV trata da morte da índia Lindóia, que era casada com Cacambo. Os padres, que são vistos com muita negatividade na epopeia de Basílio da Gama, armam a morte do marido de Lindóia para que ela pudesse vir a se casar com o filho do padre Balda, o Baldetta. Lindóia prefere morrer a ter que se casar com um dos agentes do assassinato de seu marido.
Após salvar as tropas do incêndio, Andrade marcha em direção aos Sete Povos das Missões. Ele sobe em uma montanha muito alta, e de lá contempla a beleza da região. Enquanto isso, padre Balda dá início aos festejos do casamento de Baldetta com Lindóia, tendo início com um desfile militar. Primeiro vem Cobé, tendo o rosto tingido de vermelho e, após ele vem Pindó, que substituiu Sepé. Na sequência vem Caitutu, o irmão de Lindóia e, em seguida, Baldetta, liderando a esquadra que era de Cacambo. Podemos observar esta passagem com riqueza de detalhes no seguinte trecho:
Co’a chata frente de urucu tingida,
Vinha o índio Cobé disforme e feio,
Que sustenta nas mãos pesada maça,
Com que abate no campo os inimigos
Como abate a seara o rijo vento.
Traz consigo os salvages da montanha,
Que comem os seus mortos; nem consentem
Que jamais lhes esconda a dura terra
No seu avaro seio o frio corpo
Do doce pai, ou suspirado amigo.
Foi o segundo, que de si fez mostra,
O mancebo Pindó, que sucedera
A Sepé no lugar: inda em memória
Do não vingado irmão, que tanto amava,
Leva negros penachos na cabeça.
São vermelhas as outras penas todas,
Cor que Sepé usara sempre em guerra.
Vão com eles os seus tapes, que se afrontam
É que têm por injúria morrer velhos.
Segue-se Caitutu, de régio sangue
E de Lindóia irmão. Não muito fortes
São os que ele conduz; mas são tão destros
No exercício da frecha que arrebatam
Ao verde papagaio o curvo bico,
Voando pelo ar. Nem dos seus tiros
O peixe prateado está seguro
No fundo do ribeiro. Vinham logo
Alegres guaranis de amável gesto.
Esta foi de Cacambo a esquadra antiga.
Penas da cor do céu trazem vestidas,
Com cintas amarelas: e Baldetta
Desvanecido a bela esquadra ordena
No seu Jardim: até o meio a lança
Pintada de vermelho, e a testa e o corpo
Todo coberto de amarelas plumas.
Pendente a rica espada de Cacambo,
E pelos peitos ao través lançada
Por cima do ombro esquerdo a verde faixa
De donde ao lado oposto a aljava desce.
Num cavalo da cor da noite escura
Entrou na grande praça derradeiro
Tatu-Guaçu feroz, e vem guiando
Tropel confuso de cavaleria,
Que combate desordenadamente.
Trazem lanças nas mãos, e lhes defendem
Peles de monstros os seguros peitos.
Revia-se em Baldetta o santo padre;
E fazendo profunda reverência,
Fora da grande porta, recebia
O esperado Tedeu ativo e pronto,
A quem acompanhava vagaroso
Com as chaves no cinto o Irmão Patusca,
De pesada, enormíssima barriga
               Para dar início a festa de casamento faltava apenas Lindóia, que em meio a sua tristeza, sem poder cumprir o luto pelo marido e, por não aceitar se casar com Baldetta, penetra na parte mais remota do antigo bosque. Impacientes com a demora de Lindóia, muitos saem a sua procura e Tanajura diz que ela havia entrado no bosque. Caitutu vai a sua procura e a encontra entre jasmins e rosas, junto a uma pedra que lhe servia de lápide e um fúnebre cipreste que lhe cobria com uma sombra melancólica. Caitutu viu que enrolada ao corpo de Lindóia havia uma serpente venenosa. Sem saber o que fazer, com medo de despertar a fera, ele vacila três vezes em disparar uma flecha. Enchendo-se de coragem, Caitutu consegue acertar a testa da serpente. No entanto, já era tarde demais, Lindóia já havia sido picada. Caitutu ao tomar a irmã nos braços percebe o quanto era bela a morte no rosto de Lindóia.
Leva nos braços a infeliz Lindóia
O desgraçado irmão, que ao despertá-la
Conhece, com que dor! no frio rosto
Os sinais do veneno, e vê ferido
Pelo dente sutil o brando peito.
Os olhos, em que Amor reinava, um dia,
Cheios de morte; e muda aquela língua
Que ao surdo vento e aos ecos tantas vezes
Contou a larga história de seus males.
Nos olhos Caitutu não sofre o pranto,
E rompe em profundíssimos suspiros,
Lendo na testa da fronteira gruta
De sua mão já trêmula gravado
O alheio crime e a voluntária morte.
E por todas as partes repetido
O suspirado nome de Cacambo.
Inda conserva o pálido semblante
Um não sei quê de magoado e triste,
Que os corações mais duros enternece
Tanto era bela no seu rosto a morte!
               Quando padre Balda descobre que Lindóia havia se suicidado, proíbe que ela seja velada e sepultada, não permite sequer que se chore por ela e, manda que deixem seu corpo exposto às feras. Em seguida, Balda busca se vingar de Tanajura, condenando a mesma a morte. Neste mesmo momento, entra na Missão um índio alarmando a chegada dos inimigos. Tedeu sugere que as tropas se reúnam em outra cidade dos Sete Povos das Missões e Balda, acatando a sugestão, ordena a retirada e manda que coloquem fogo em tudo, a começar pela choupana de Tanajura, e com ela amarrada dentro.
Diz o ativo Tedeu: melhor conselho
É ajuntar as tropas no outro povo:
Perca-se o mais, salvemos a cabeça.
Embora seja assim: faça-se em tudo
A vontade do céu; mas entretanto
Vejam os contumazes inimigos
Que não têm que esperar de nós despojos,
Falte-lhe a melhor parte ao seu triunfo.
Assim discorre Balda; e entanto ordena
Que todas as esquadras se retirem,
Dando as casas primeiro ao fogo, e o templo.
Parte, deixando atada a triste velha
Dentro de uma choupana, e vingativo
Quis que por ela começasse o incêndio.
               Quando as tropas chegam a Missão, percebem que já era tarde. Não restava nada em pé, tudo estava destruído, e Andrade, indignado, chora:
Em pedaços no chão. Voltava os olhos
Turbado o General: aquela vista
Lhe encheu o peito de ira, e os olhos de água.
               Andrade juntamente com sua tropa entra no grande templo e veem destruídas as imagens sagradas e na abóbada contemplam uma grande pintura. O narrador termina o canto invocando o “gênio” da inculta da América para inspirá-los a continuar a história.
Gênio da inculta América, que inspiras
A meu peito o furor que me transporta,
Tu me levanta nas seguras asas.
Serás em paga ouvido no meu canto.
E te prometo que pendente um dia
Adorne a minha lira os teus altares.
               No canto V há uma descrição do templo, perseguição aos índios, a prisão de Balda. Neste canto, o poeta expressa suas opiniões a respeito dos jesuítas, descrevendo-os como os responsáveis pelo massacre dos índios pelas tropas luso-espanholas. Há em toda obra, um espírito anti-jesuítico, ainda que Basílio da Gama tenha sido educado entre os jesuítas. Há ainda neste canto, a homenagem ao general Gomes Freire de Andrade, que protegia e respeitava os índios sobreviventes.

O MUNDO HUMANO X O MUNDO DIVINO NAS EPOPÉIAS

           Podemos considerar a epopéia Eneida como uma obra de tom mitológico e histórico. Mitológico por utilizar lendas tradicionais do povo romano para narrar a história do herói Enéias e histórico por narrar os grandes feitos heróicos de um povo, enaltecendo a origem do povo romano bem como os feitos do imperador Augusto.
          O povo romano é descendente do herói Enéias, filho da deusa Vênus e do mortal Anquises. Como podemos perceber, o povo daquela época utilizava a mitologia para explicar todas as coisas. Havia envolvimento de humanos com deuses, nasciam filhos destes casos e os deuses estavam envolvidos nos assuntos terrenos. Com o tempo, os mitos foram adquirindo uma conotação literária. A lenda de Dido, por exemplo, justifica um acontecimento extremamente importante da história de Roma: as Guerras Púnicas.
          Como dito anteriormente, em Eneida percebemos o tom mitológico ao ponto que a todo momento os deuses estão influenciando e conspirando a favor ou contra os humanos. Todas as desventuras que acontecem com o herói Enéias, por exemplo, estão associadas à deusa Juno. Ela está a todo momento tentando atrapalhar a vida de Enéias, porque ela não quer que ele funde uma nova Tróia, pois ela já sabia que a descendência de Enéias, os romanos, iriam destruir a cidade que lhe era mais querida, a cidade de Cartago.
          Percebemos aqui o sentimentalismo existente entre um ser divino e toda uma cidade de seres mortais, os quais prestavam culto aos deuses, faziam oferendas, em especial a deusa Juno, e portanto, eram queridos por ela, ela nutria um carinho especial por aquela cidade, evidenciando assim, o contato direto e sentimental entre o mundo divino e o mundo humano.
           A deusa Juno engana a deusa Vênus, mãe de Enéias e Vênus desperta a paixão em Dido por Enéias. Porém, como sabemos, Enéias era conhecido, principalmente por sua pietas, que para os romanos consistia em obediência total aos deuses, ou aos superiores, mesmo que para essa obediência fosse necessário se restringir de algo que desse prazer e alegria. Enéias demosntra ser um homem de missão, cumpre seus deveres. Portanto, mesmo se envolvendo amorosamente com a rainha Dido, Enéias não se deixa levar pela paixão, e abandona Dido, a rainha de Cartago.

"E já as terras eram inundadas com a nova luz da Aurora[...] quando a rainha, do alto do palácio, vendo a limpidez do dia que começava a surgir e a frota que se afastava com as velas enfunadas, percebeu que a praia estava deserta e o porto sem remadores. Três e quatro vezes, com sua mão feriu o belo seio e arrancou os loiros cabelos: Ai de mim! Júpiter, ele partirá"[...]

            Enéias não se comove com o sofrimento de Dido, e assim que Júpiter envia Mercúrio o mensageiro dos deuses para lembrar a Enéias de sua missão, ele obedece aos deuses e parte com sua tropa para cumprir sua tarefa de fundar a nova Tróia, se mostrando portanto, resignado em cumprir seu destino.
            Como vimos neste fato, percebemos a influência dos deuses no mundo terreno, eles estão a todo momento interferindo nas decisões dos humanos, até mesmo pelo fato de que os deuses tinham um relacionamento bem íntimo com os humanos.  
             Se sentindo desprezada, Dido acaba por se suicidar devido ao abandono de Enéias. Antes de ela se matar, Dido amaldiçoa Enéias por ele ter sido tão insensível aos sentimentos dela. Desta forma, Dido invoca um vingador contra os troianos.

"Feliz fora se nunca os navios trioanos tivessem tocado os nossos litorais. Disse e, tendo-se lançado sobre o leito, beijando-o Morreremos sem vingança, mas morramos, diz.[...]
Dissera; e, enquanto ainda falava, suas damas vêem-na caída sobre o ferro; vêem a espada espumando com sangue e as mãos desfalecentes."

            Este é o motivo mítico que desencadeou as disputas entre romanos e cartagineses, as Guerras Púnicas. O cartaginês Anibal representa a figura do vingador de Dido, o qual lutas nas disputas contra os troianos, mas acaba sendo derrotado, porém com muita dificuldade.
            Percebemos através de tudo que fora descrito acima, que ao produzir a obra Eneida Vergilio delineou a identidade do povo romano e justificou fatos históricos, partindo dos mitos e das lendas da Fundação de Roma, no qual observamos a presença dos deuses no meio dos humanos, os amores, as paixões arrebatadouras tanto de seres mortais quanto dos deuses. Percebemos que o mundo humano e o mundo divino atuam lado a lado, porém, a força maior que está acima de tudo, de deuses e humanos é o destino.



Referências bibliográficas:



A FORÇA DO DESTINO EM ÉDIPO REI
            Nossa vida é movida de escolhas, escolhas estas que nos direcionarão a um futuro promissor ou a uma vida de tristezas e desilusões. Para Aristóteles, a melhor escolha necessita do uso da razão e da reflexão. Sempre que nos deparamos com uma situação conflituosa a escolha faz-se necessária. "Toda escolha depende de uma deliberação e esta se dá sobre as coisas que estão ao nosso alcance e podem ser realizadas"(ARISTÓTLES, 1973: 285). 
            Édipo Rei é uma tragédia grega que se passa na cidade de Tebas e foi escrita pelo grande poeta e dramaturgo Sófocles. A personagem central desta obra é Édipo, o qual tenta fugir de seu destino trágico: matar o pai e desposar a mãe. O que vemos em todo o desenrolar do texto são as personagens querendo enganar o destino e fugir dele. Porém, como podemos perceber com o desfecho da peça, a força do destino é muito maior que a mente humana.
            No caso de Édipo, suas escolhas o levaram a cumprir seu destino. Mesmo que tentasse fugir desde criança, a sua condição humana não o favorecia: filho de quem não deveria ter nascido, marido de quem não deveria ter desposado, assassino de quem não deveria ter matado. Édipo atribui a culpa por esse destino trágico a si mesmo e também aos deuses, como percebemos no seguinte fragmento “Oh! Ai de mim! Tudo está claro! Ó luz, que eu te veja pela derradeira vez! Todos sabem: tudo me era interdito: ser filho de quem sou, casar-me com quem me casei e eu matei aquele a quem eu não poderia matar!"(SÓFOCLES, p. 62)
            Através desta peça trágica, Sófocles mostra que nenhuma criatura é capaz de fugir de seu destino, pois todos já o temos previamente traçado. Na obra de Sófocles, Édipo tem seu destino traçado pelos deuses, pois estes atuam na vida humana, influenciando em suas vontades. Todos acreditam que os deuses são capazes de atuar transformar e mudar as situações, mudar o destino, como podemos observar no fragmento abaixo:

Doce palavra de Zeus, que nos trazes do santuário dourado de Delfos à cidade ilustre de Tebas? Temos o espírito conturbado pelo terror, e o desespero nos quebranta. Ó Apoio, nume tutelar de Delos, tu que sabes curar todos os males, que sorte nos reservas agora, ou
pelos anos futuros? Dize-nos tu, filha da áurea Esperança, divina voz imortal!
Também a ti recorremos, ó filha de Zeus. Palas eterna, e a tua divina irmã, Diana, protetora de nossa pátria, em seu trono glorioso na Ágora imensa; e Apoio, que ao longe expede suas setas; vinde todos vós em nosso socorro; assim como já nos salvastes outrora de uma desgraça que nos ameaçava, vinde hoje salvar-nos de novo!(SÓFOCLES, p. 8)

            Como podemos perceber Sófocles nos traz uma personagem que desempenha duas personalidades ao mesmo tempo, a de vilão e herói. Encontramos nesta personagem as melhores virtudes e os piores pecados. Todas as ações desta personagem desde criança são manipuladas pelos deuses. Seu pai Laio ao consultar o oráculo e descobrir a profecia que se lançou sobre sua família tenta enganar o destino mandando que matem seu filho Édipo. Porém, o encarregado de tal feito sente pena da criança e o leva a uma terra distante, onde Édipo é criado por pais adotivos. Vemos neste fato a força do destino ao ponto que a pessoa que deveria dar fim a vida de Édipo compadece-se do menino e o entrega a outra família.
            No entanto, como os deuses colaboram a favor do destino, a profecia deve ser cumprida. Como era de costume na época, as pessoas sempre consultavam um oráculo para saber sobre o futuro. Édipo resolve consultar um oráculo e lhe é revelado seu triste destino. Ele tenta mais uma vez fugir desta profecia, tentando enganar seu destino, visando poupar os pais adotivos, os abandona e retorna a Tebas. Como já vimos a força que o destino possui nesta obra, no caminho para Tebas Édipo mata Laio, sem saber que parte da profecia está se cumprindo. Ao chegar a Tebas e derrotar a esfinge, Édipo conhece Jocasta e se casa com ela finalizando aí o cumprimento de seu destino.
            Quando Édipo descobre que a tal profecia havia se cumprido, tamanha é sua indignação que fura seus olhos, ficando cego. Jocasta também agoniada com a trágica situação se suicida.

Vimos então, ali, a rainha, suspensa ainda pela corda que a estrangulava... Diante dessa visão horrenda, o desgraçado solta novos e lancinantes brados, desprende o laço que a sustinha, e a mísera mulher caiu por terra. A nosso olhar se apresenta, logo em seguida, um quadro ainda mais atroz: Édipo toma seu manto, retira dele os colchetes de ouro com que o prendia, e com a ponta recurva arranca das órbitas os olhos, gritando: "Não quero mais ser testemunha de minhas desgraças, nem de meus crimes! Na treva, agora, não mais verei aqueles a quem nunca deveria ter visto, nem reconhecerei aqueles que não quero mais reconhecer!" Soltando novos gritos, continua a revolver e macerar suas pálpebras sangrentas, de cuja cavidade o sangue rolava até o queixo e não em gotas, apenas, mas num jorro abundante. Assim confundiram, marido e mulher, numa só desgraça, as suas desgraças!(SÓFOCLES, p. 64)

            Desta forma, Édipo cumpre seu destino, ainda que tenha tentado de todas as formas fugir dele, enganá-lo, isso não foi possível. Assim, o que percebemos através da obra Édipo rei, é a grandiosa força que o destino possuí, aliado aos deuses que influenciam nas vontades e escolhas dos seres humanos. Toda e qualquer criatura não é capaz de mudar o seu destino que já está premeditado.

Referencias bibliográficas: