Vivemos em um mundo no qual a tecnologia está
avançada, o acesso a novas concepções e, inúmeras inovações tecnológicas fazem
parte deste novo tempo, trata-se da era digital. Nós, enquanto professores,
necessitamos nos adequar a este novo momento, explorar as tecnologias em sala
de aula, de forma prazerosa e interativa.
Pensando nisso, propõe-se um trabalho explorando o ciberespaço, tentando mostrar aos alunos como a literatura está
presente em outra mídia além dos livros, na internet. Para início de conversa,
torna-se necessário fazer um levantamento prévio entre os alunos sobre o que
entendem por ciberespaço, ciberpoemas. Após este levantamento, o professor deve
começar a explorar na prática as atividades interativas no ambiente virtual.
O site escolhido para exploração deste tema é
Ciber&Poemas. Este site foi criado por Sérgio Capparelli e Ana Cláudia
Gruszynski, no ano 2000. Faz uso da linguagem Flash, software profissional no
qual se cria animações na web. O professor trabalhará com ciberpoemas nos quais
os alunos poderão interagir compondo poemas, clicando ou arrastando elementos
visuais dispostos na tela.
O professor levantará questionamentos, a fim
de investigar o conhecimento prévio dos alunos em relação ao assunto da aula.
-Gostam
de poemas?
-Fazem
leitura regularmente de poemas?
-Que
atrativos encontramos na mídia que nos auxiliam no estudo de literatura?
-Já
ouviram falar de “Ciberpoemas”?
-O
que entendem por este termo?
-O
que gostariam de saber sobre os ciberpoemas?
-Quais
informações julgam relevantes sobre este assunto?
Após o levantamento destas informações, o
professor poderá propor aos alunos uma busca na internet por informações sobre
o assunto, a fim de deixar o aluno mais habituado com esta nova ferramenta do
estudo de literatura, além de sanar as dúvidas advindas do desconhecimento do
termo.
Assim que os alunos tomem conhecimento do que
é um ciberpoema, o professor pedirá aos mesmos que busquem por sites que
trabalham com este tipo de atividade. Após os alunos navegarem e visitarem
alguns sites, o professor direcionará o trabalho indicando o site
Ciber&Poemas (www.ciberpoesia.com.br), no qual trabalhará com o ciberpoema
“Chá”. Antes da exploração pelo site, o professor fará comentários sobre os
autores, o projeto e o site. Em seguida, o aluno poderá estabelecer um diálogo
com o poema, uma vez que terá em sua tela uma xícara de chá vazia, um bule, um
saquinho de chá e três imagens: um selo com um casal se beijando, estrelas e
corações. Estas figuras podem ser arrastadas para dentro da xícara, fazendo o
seu “chá”. Assim que estiver satisfeito, deve clicar em “pronto” e se porventura
tenha se esquecido de colocar a água ou o saquinho de chá, será avisado para
que possa corrigir e terminar o mesmo. Na sequência, a colherinha se move na
tela até a xícara, mexe o chá e o leitor será surpreendido com os sons dos
ingredientes, com o bule, o qual saem letras pelo bico. Então, o aluno
perceberá que a escrita do poema encontra-se na fumaça que sai da xícara e
ainda, que dependendo dos elementos que escolham colocar na xícara, a fumaça
adquire cores, movimentos, formas e sons diferentes. No entanto, o texto
permanece o mesmo: “Deixe a infusão/ o tempo necessário/ até que os nossos
aromas/ e os nossos sabores/ se misturem”.
O aluno perceberá que para realizar a leitura
do poema, é preciso que o usuário interaja, construa, siga as etapas, para
então, chegar ao resultado da escrita do poema. A intenção do professor neste
caso, ao utilizar novas ferramentas de comunicação, é ampliar a participação do
leitor, envolvendo o aluno nos estudos de literatura, explorando algo que é de
interesse do mesmo, a internet. A tecnologia vem evoluindo muito, novas
ferramentas, novas mídias, novas possibilidades necessitam ser utilizadas em
sala de aula. Isso nos remete pensar que a literatura está muito além dos
livros, e cabe a nós, professores, transpor o estudo de literatura para as
novas gerações, pelos novos séculos, fazendo uso de gêneros interativos,
hipertextuais, e de multimídia.
Quero fazerciberpoema
ResponderExcluirEu não
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